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28 de dez. de 2015

Caminhos, objetivos, sobre tudo ou qualquer coisa

Sacrifício. Eis a grande palavra. Interpretá-la corretamente é o desafio. Interpretá-la significa analisá-la sob determinadas óticas, determinados pontos de vista. O sentido medíocre, comum, ocidental, muito superficial, está relacionado a uma determinada religião. Sob uma ótica mais ampla, não-individual, mas, talvez a da humanidade, seja exatamente: "fazer o que deve ser feito". Mas para isso é preciso enxergar longe. Nada mais lógico, pois, sacrifícios são ações que devem ser feitas afim de alcançar determinado/s objetivo/s. Esqueçamos tudo o que sabemos sobre isso, não há relação entre sacrifício e morte. Isso é a romantização, ou o embebedamento, ou o embobamento da humanidade ao longo do séculos e culturas. É claro que, em um determinado contexto, nada impede que possa haver alguma relação. Sacrifício, sacrificar... essa palavra tem um peso que não deveria ter. Talvez devamos inventar uma outra palavra, estritamente relacionada com a lógica para fazer aquilo que deve ser feito, derrubando as barreiras internas, pessoais, psicológicas, familiares, sociais, emocionais, culturais, etc... Se um obstáculo se impõe é necessário agir com lógica para atravessá-lo, ou derrubá-lo, ou contorná-lo, ou até mesmo, esperar e observar. O essencial de tudo isso é não retroceder. Eis uma interpretação resoluta! Podemos associar isso a diversas outras "coisas", para mim, me parece essencial entender "a doma do boi", ou "o cocheiro, a carruagem e o cavalo", ou qualquer outra analogia com corpo/instintos/emoções/sentimentos/intelecto/raciocínio. Eis um outro desafio.

12 de abr. de 2015

Venerável Nasurdin III

Nasrudin entrou na casa de chá. Olhou os presentes e exclamou:
- "A Lua é de maior utilidade que o Sol."

Interrogaram-se os ouvintes. Seria verdade tal asseveração?
Até que o questionaram:
- "Porquê, Mullá?"
- "Ora, necessitamos de mais luz à noite que de dia.”

19 de fev. de 2015

Venerável Nasurdin II

Um filósofo marcou um debate com Nasrudin. À hora determinada não o encontrou em casa.
Furioso e num ímpeto, com um pedaço de carvão escreveu no portão: “Imbecil”.
O Mullá ao chegar, correu de imediato a casa do filósofo.

- Mil desculpas pelo sucedido. Tal não volta a acontecer. Relembrei nosso compromisso quando seu nome vi escrito no portal de meu quintal.

11 de fev. de 2015

Venerável Nasurdin I

Nasrudin, na praça do mercado. Dirigiu-se à multidão.

- Ó Povo deste lugar! Minha boa gente! Que sempre trago no coração!

Quereis conhecimento sem dificuldade?
Verdade sem réstia de falsidade?
Realização sem esforço?
Progresso sem sacrificio?

- Queremos, queremos!

O número de pessoas era cada vez maior e todos bradavam, do mais velho ao mais moço. No meio de todo o entusiasmo, de toda aquela gente, disse o Mullá:

- Excelente! Apenas o queria saber para bem entender. Confiem em mim como em vossos pais confiastes e confiais. Porfiai que tudo a respeito vos contarei caso algum dia descubra algo assim.